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O movimento em negócios da Agrishow 2018 atingiu a marca de R$ 2,7 bilhões, aumento de 22,7% em relação à edição do ano passado, que faturou R$ 2,2 bilhões. Os números foram divulgados pela organização, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (4), em Ribeirão Preto (SP). A expectativa inicial era de um aumento de 8%.

As rodadas internacionais de negócios também foram maiores. Mais de 6,8 milhões de dólares foram fechados durante 527 reuniões, que contaram com a participação de 16 compradores de oito países. Outros 17 milhões de dólares deverão ser concretizados até o final do ano, o que totaliza US$ 23,8 milhões. No ano passado, a soma chegou a US$ 17 milhões, com 12 compradores.

O número de empresas brasileiras participantes das rodadas também aumentou: de 38 em 2017 para 60 este ano.

“A Agrishow mostra a força do agronegócio brasileiro, capaz de superar adversidades”, afirmou o presidente da feira, Francisco Matturro. “Ela mostra que a agricultura tem puxado outros setores da economia brasileira, como a indústria de máquinas”, completou João Marchesan, presidente da Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq), uma das organizadoras.

Comemoração

Entre as empresas participantes da feira, o clima é de comemoração. Uma delas, a Toledo do Brasil, que fabrica balanças para vários setores, inclusive o agro, está na Agrishow há 15 anos e garante ter vendido 35% mais que em 2017. O estande recebeu 25% mais visitantes. No caso da empresa, o desempenho perde apenas para a edição de 2013, mas mostra, segundo seu presidente, Paulo Haegler, que o agronegócio tem sido uma aposta segura.

“Percebemos uma contínua necessidade do produtor de buscar redução de custos. E, para isso, ele está atento às tecnologias que permitem isso a ele”. Pelo menos metade dos negócios da Toledo, que existe desde 1956, está ligada ao setor de alimentos.

A Valtra, uma das maiores fabricantes de máquinas presentes na feira, destaca um movimento anormal de público para justificar os bons resultados. A empresa não divulgou números, que, segundo o diretor de vendas, Rodrigo Junqueira, ainda estão sendo levantados, mas ele acredita que o movimento do primeiro dia foi um dos responsáveis pelo desempenho.

 

“Tivemos uma segunda-feira excepcional, como nunca se viu nos últimos anos da Agrishow. Além disso, os bancos foram mais ágeis”. Ele diz que, em anos anteriores, as máquinas eram comercializadas, mas era preciso esperar alguns dias após o evento para assinar o contrato com o agricultor. “Esse ano, devido ao trabalho que os bancos fizeram, alguns contratos foram assinados na própria feira”.